Ricardo Reis
Amo o que vejo porque deixarei
Amo o que vejo porque deixarei
Qualquer dia de o ver.
Amo-o também porque é.
No plácido intervalo em que me sinto,
Do amar, mais que ser,
Amo o haver tudo e a mim.
Melhor me não dariam, se voltassem,
Os primitivos deuses,
Que também, nada sabem.
11-10-1934
Poemas de Ricardo Reis. Fernando Pessoa. (Edição Crítica de Luiz Fagundes Duarte.) Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994.
- 181.

![[Fundação Calouste Gulbenkian]](/images/fcg-logo-mini.png)
![[CCDR-LVT]](/images/ccdrlvt-logo-mini.png)
![[PORLVT]](/images/porlvt-logo-mini.png)
![[FEDER]](/images/feder-logo-mini.png)
![[DGLB]](/images/dglb-logo-mini.png)
![[Ministério da Cultura]](/images/mc-logo-mini.png)
![[Fundação Luso-Brasileira]](/images/flb-logo-mini.png)
![[Assírio e Alvim]](/images/assirio-logo-mini.png)
![[Obra Aberta]](/images/oa-logo-mini.png)
![[Arte Numérica]](/images/an-logo-mini.png)
![[Intraneia]](/images/intraneia-logo-mini.png)