Ricardo Reis
Atrás não torna, nem, como Orfeu, volve
Atrás não torna, nem, como Orfeu, volve
Sua face, Saturno.
Sua severa fronte reconhece
Só o lugar do futuro.
Não temos mais decerto que o instante
Em que o pensamos certo.
Não o pensemos, pois, mas o façamos
Certo sem pensamento.
31-5-1927
Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994).
- 105.

![[Fundação Calouste Gulbenkian]](/images/fcg-logo-mini.png)
![[CCDR-LVT]](/images/ccdrlvt-logo-mini.png)
![[PORLVT]](/images/porlvt-logo-mini.png)
![[FEDER]](/images/feder-logo-mini.png)
![[DGLB]](/images/dglb-logo-mini.png)
![[Ministério da Cultura]](/images/mc-logo-mini.png)
![[Fundação Luso-Brasileira]](/images/flb-logo-mini.png)
![[Assírio e Alvim]](/images/assirio-logo-mini.png)
![[Obra Aberta]](/images/oa-logo-mini.png)
![[Arte Numérica]](/images/an-logo-mini.png)
![[Intraneia]](/images/intraneia-logo-mini.png)