Ricardo Reis
- A nada imploram tuas mãos já coisas,
- I - Seguro assento na coluna firme [1]
- II - As rosas amo dos jardins de Adónis
- III - O mar jaz; gemem em segredo os ventos [1]
- IV - Não consentem os deuses mais que a vida.
- IX - Coroai-me de rosas, [1]
- Já sobre a fronte vã se me acinzenta
- Não só vinho, mas nele o olvido, deito
- O rastro breve que das ervas moles
- Para ser grande, sê inteiro: nada
- Quando, Lídia, vier o nosso Outono
- Quanta tristeza e amargura afoga
- Ténue, como se de Éolo a esquecessem,
- V - Como se cada beijo
- VI - O ritmo antigo que há em pés descalços, [1]
- VII - Ponho na altiva mente o fixo esforço
- VIII - Quão breve tempo é a mais longa vida
- X - Melhor destino que o de conhecer-se
- XI - Temo, Lídia, o destino. Nada é certo.
- XII - A flor que és, não a que dás, eu quero.
- XIII - Olho os campos, Neera, [1]
- XIV - De novo traz as aparentes novas
- XIX - Prazer, mas devagar,
- XV - Este, seu escasso campo ora lavrando, [1]
- XVI - Tuas, não minhas, teço estas grinaldas,
- XVII - Não queiras, Lídia, edificar no espaço [1]
- XVIII - Saudoso já deste Verão que vejo.
- XX - Cuidas, ínvio, que cumpres, apertando